domingo, 21 de abril de 2013

Álvares de Azevedo

     Álvares de Azevedo foi um poeta ultra-romântico. Com muitos poetas da época,  morreu cedo, devido a uma queda de cavalo que agravou sua tuberculose. ( Nasceu em São Paulo, em 12 de setembro de 1831 e morreu no Rio de Janeiro, em 25 de abril de 1852). Ele foi poeta, contista, dramaturgo e ensaísta. Suas obras mais importantes são: Na poesia Lira dos Vinte Anos; E no conto Noite na Taverna.

SONETO

Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia.

Era a virgem do mar na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia.

Era a mais bela!O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias e mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!









O que é literatura?

         O que é literatura? Essa é uma importante pergunta que nós escritores, poetas, dramaturgos, contistas, cronistas, etc., devemos fazer a nós mesmos. Literatura é mais do que uma obra reconhecida por uma grande editora comercial, mas antes de tudo, a expressão da alma do artista. Um convite sem volta para um mundo de desejos e sonhos realizáveis e impossíveis. Algumas grandes editoras, ao ter acesso ao original de uma obra de 80 páginas, solicita ao escritor transformar essas 80 páginas de arte em 300 páginas de material comercializável, ou seja, a arte como arte fica desamparada nos moldes modernos de cultura artística. Ao meu ver, se uma obra fora escrita com suas 80 páginas e é perfeita com suas 80 páginas, ela deve ser conhecida pelo seu valor artístico, e não moldar seu número de páginas a um número mais chamativo do mercado. E a arte onde fica? A expressão do artista deve fazer morada na cultura literária como revelação do âmago humano, dentro das esferas da sociedade, amorosa ou subjetiva. Não precisamos moldar a arte ao comercio de livros, o comercio de livros que deve, antes de tudo, se moldar a arte como o que ela realmente é, uma forma de expressão subjetiva, social e cultural.